Nabila Gomes: o Direito, o samba e a luta por uma cultura viva no ES

Advogada, produtora cultural, cria do carnaval e defensora incansável dos direitos culturais, Nabila Gomes é um dos nomes que movimentam — e estruturam — a cena capixaba. Com uma trajetória que une o mundo jurídico e os bastidores da produção cultural, ela tem papel essencial em projetos que vão do desfile das escolas de samba ao fortalecimento do samba de raiz no Espírito Santo.

Nesta entrevista ao Cena Capixaba, Nabila fala sobre sua caminhada entre o Direito e a Cultura, os desafios para quem quer viver de arte no Estado, a importância das Leis de Incentivo, e o impacto de ações como a mostra Samba Que Eu Quero Ver. Uma conversa sobre identidade, memória, viabilidade e resistência — tudo isso costurado pelo batuque do samba e pela força de quem acredita na potência da cultura local.

Entrevista – Nabila Gomes para o Cena Capixaba

Dentro da cena cultural do Espírito Santo, quem é Nabila Gomes?

A Nabila é antes de mais nada, sambista. Nasci e fui criada numa comunidade de samba em Vitória, no bairro de Jucutuquara, dentro de uma família de sambistas e integrantes da escola de samba do bairro. Meu pai foi o primeiro presidente campeão da Unidos de Jucutuquara, em 1990. Então cresci e fui criada em barracões alegóricos, quadra de escola de samba… Minha raiz é o samba. Ali foi onde fui constituída, onde estabeleci meus laços e amizades, onde me entendi como pessoa e onde a cultura começou a me atravessar. Dentro de uma agremiação carnavalesca. Um espaço de associativismo, mas, principalmente, de cultura, arte, lazer, entretenimento, sociabilidade… Comecei meu trabalho na cultura dentro da Escola de Samba. Produziamos shows locais e nacionais, feijoadas, festas juninas, sem muito profissionalismo. Na raça mesmo! Rsrsrs E tudo voltado para levantar recursos para a agremiação, para o desfile. Trabalhávamos voluntariamente. Em 2009, 2010, eu já estava na faculdade de Direito e junto com meu pai redigi um projeto da escola de samba para a Lei Rouanet. Foi aprovado, captamos e conseguimos pela primeira vez aqui no Estado emplacar uma lei de incentivo cultural voltada para os desfiles de carnaval. Foi a primeira vez que uma escola de samba acessou a lei de incentivo federal aqui no Estado. E isso foi muito simbólico! Porque a lei estava lá, havia recursos disponíveis, mas era algo muito distante ainda do universo do carnaval. Nenhuma outra agremiação havia acessado. E aí começamos a abrir espaço no mercado. Mais tarde entendemos a profundidade deste trabalho e fundamos dentro da Unidos de Jucutuquara o primeiro Departamento Cultural de uma escola de samba. E trabalhávamos com a questão da memória social do samba, estruturávamos projetos, produziamos eventos, mas já era algo mais profissional e organizado.

Em 2021, junto com alguns parceiros, redigi o Samba Que Eu Quero Ver, primeira mostra multilinguagem artística dedicada ao Samba e Carnaval, trabalhando o samba como o grande ativo cultural, social e econômico que ele é, conectando o samba com cinema, palestras, oficinas formativas, feira gastronômica, shows, artes visuais, pra trabalhar aqui no Estado a importância do samba como esse grande agente de transformação e um dos pilares da nossa identidade enquanto brasileiros e capixabas. Submetemos o projeto em um edital da Petrobras e para nossa surpresa e alegria o projeto foi contemplado! Passamos num edital super criterioso, concorrendo com projetos de todo o Brasil e trouxemos de volta para o Espírito Santo os investimentos da Petrobras em projetos culturais aqui no Estado, interrompendo um jejum de 16 anos sem investimentos. Eu costumo brincar que o Samba que Eu Quero Ver é um projeto altamente estratégico para o Estado do Espírito Santo, porque ele foi responsável pela retomada destes investimentos culturais da Petrobras aqui no Estado, o que pra gente é motivo de felicidade e muito orgulho.

Você tem uma trajetória que cruza o Direito e a Cultura. Como foi esse encontro entre esses dois mundos na sua vida? 

Boa pergunta! Rsrsrs As pessoas me perguntam como eu consigo conciliar. Na minha visão, são mercados altamente complementares! A cultura veio primeiro, né?! Rsrsrs Sempre estive rodeada de cultura, meus pais sempre priorizaram máxima excelência na educação dos filhos. Então sempre consumimos muita cultura lá em casa: música, teatro, cinema, exposições artísticas, literatura… Meus pais levavam os filhos em tudo! Tudo que tinha de cultura em Vitória, nós estávamos lá. Viajávamos pra Rio, SP, quando alguma peça ou show não vinha pra Vitória. Sou de família de músicos, então música é algo nato, que sempre esteve presente na minha vida e consumíamos tudo! Samba, MPB, música clássica, rock, jazz, reggae, blues, funk… Tudo! Nunca tive preconceito musical e sempre apurei os ouvidos pra ouvir tudo! Tinha sede de ouvir tudo que era lançado, pesquisar novos artistas e sonoridades… Não foi à toa que minha primeira graduação foi música. Cursei música na Universidade Federal do ES. Tinha o sonho de ser cantora.rsrsrs Até hoje eu canto, só que informalmente, em reuniões familiares, festas de amigos. Sempre quis fazer direito desde nova, mas a cultura me chamou primeiro. Na metade do curso de música eu quis trancar. Fui estudar, fazer vestibular de novo e passei pra Direito. Ao longo da Faculdade, na Ufes, continuei produzindo festas e eventos, mas não imaginava que fosse trabalhar com cultura. Formei, advoguei em vários segmentos e áreas, me especializei em Porto e Infraestruturas econômicas, mas aí veio a cultura e bateu na minha porta de novo! Rsrsrs Nesse meio tempo, o Samba passou em alguns editais e fui executar esse projeto. Abri uma produtora junto com amigas, a Odoya Arte e Cultura e cá estamos. Sigo advogada, gestora e produtora cultural também. O Direito me auxilia em toda a parte burocrática: nas instruções normativas, nas leis de incentivo, nos editais… Ele me subsidia na tomada de decisões, em planejamentos estratégicos. Presto consultoria e trabalho também assessorando outras produtoras aqui do Estado. Faço o jurídico, contratos, relações institucionais. O Direito é altamente necessário no meu trabalho da cultura! Tenho a parte criativa, de programação do Samba, onde extravaso meu lado artístico, lido com as bandas, proponho as palestras, trabalho na parte formativa das oficinas, mas, em contrapartida, tenho também o trabalho burocrático do direito ali a todo tempo me lembrando dos bastidores da cultura: editais, contratos, Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura, Ecad, recursos, captação, etc…

Como a vivência no carnaval – tanto nas escolas de samba quanto nos blocos de rua – moldou sua visão sobre cultura e comunidade?

O carnaval, o samba é o maior ativo cultural do Brasil, mas ainda não é encarado dessa forma. O Milton Cunha, um dos maiores carnavalescos da atualidade, pós doutor em História da Arte e professor da Escola de Belas Artes da URFJ afirma que o carnaval é o maior espetáculo a céu aberto do planeta, uma ópera a céu aberto. Ele chama de “a oitava arte”. Ou seja, tem a visão do carnaval como arte, como cultura, como a potência criativa e econômica que ele é. No Rio, São Paulo, já é visto dessa forma. Aqui no Espírito Santo ainda não. A sociedade, o Poder Público ainda enxerga o carnaval tanto de bloco, quanto de escolas de samba como gasto, como um desperdício de dinheiro público e não como investimento. Essa visão precisa ser combatida. Carnaval de rua, de avenida é cultura, arte, geração de renda. Primeiro porque estamos falando de uma manifestação popular, intimamente ligada à formação histórica e de constituição da nossa identidade enquanto povo. E segundo, porque o carnaval e os blocos de rua não são tão somente um espaço de associação e organização da comunidade negra, mas, sobretudo, um espaço de expressão da cultura afro brasileira. Essa é a base. E essa é a minha visão sobre cultura e comunidade. Você tem a escola de samba como um espaço de lazer, de cultura, sociabilidade, local de reunião, local de projetos sociais, um local de encontro daquela comunidade. Um local de referência: geográfico, político, de território… E ali, vc desenvolve também uma cadeia de economia. Em maior ou menor escala. Então se tem o ensaio da escola de samba, tem o pessoal da comunidade que vende o churrasquinho, que vende a cerveja, tem a galera da segurança, da limpeza, tem turista que vai conhecer a sua quadra, tem venda de um doce, uma comida, um acessório de cabelo. Então você já tem a economia girando dentro daquela comunidade toda voltada para uma economia da cultura, do lazer, do entretenimento… E aí se você pensa em macro escala, você tem também uma cadeia da economia da cultura voltada para o carnaval com aquela escola de samba: você tem ali as costureiras, os barracões de confecção de fantasias, os barracões alegóricos, com os escultores, soldadores, aderecistas, artistas, bailarinos de comissão de frente, mestre e sala e porta bandeira, músicos, ritmistas, o cara da sonorização… Então é isso. A cultura e comunidade estão intimamente conectadas, são interdependentes. Uma não existe sem a outra. E o carnaval, as escolas de samba, são esse amálgama, o que confere a liga, o entorno, responsável pela junção dessas duas pontas.

Você é uma das fundadoras da Comissão de Direitos Culturais da OAB/ES. Pode contar um pouco sobre como surgiu essa iniciativa e qual a importância dela hoje?

Essa idéia surgiu dentro do mandato do presidente Homero Mafra, em 2015. Ele era um presidente bem acessível e afeto às questões culturais. Aqui em Vitória ainda não tinha uma Comissão de Direitos Culturais dentro da OAB, ao contrário de outros Estados, que já eram mais avançados nesse tema, como Pernambuco, Rio, Minas, Bahia, SP, que já entendiam a importância e a necessidade de comissões temáticas relativas à direitos culturais. Na época, a idéia partiu do meu pai, e aí fomos reunindo advogados que já atuavam na área, que eram ligados às artes ciências, ao carnaval, à música e inicialmente funcionou como uma Comissão Especial. E aí com o tempo se consolidou e hoje é uma Comissão super atuante e importante no Estado. Promove seminários, congressos, palestras, difunde os mecanismos das leis de incentivo, promove cartilhas informativas de como acessar essas leis, entre outras frentes de atuação.

Seu escritório é referência no campo dos direitos culturais e da economia criativa no Estado. Quais são os principais desafios que você enxerga para quem trabalha com cultura no Espírito Santo?

Olha, o Espírito Santo é um Estado extremamente rico e criativo na área cultural!! Nossas manifestações culturais são incríveis!! Temos muitas tradições lindas e singulares, como nosso Ticumbi, a Folia de Reis, o Congo, o Boi Pintadinho, nosso Carnaval de Avenida, que abre o calendário de carnavais do Brasil… Acho que faltava um olhar de auto reconhecimento dessa riqueza e valorização dessa cultura popular, das nossas tradições. Agora já vejo o surgimento dessa frente de valorização. A gente já vê, por exemplo, a ocorrência de muitos projetos e festivais aqui no Estado e isso é maravilhoso! Grandes espetáculos entrando na rota do ES, tá tendo uma oxigenação muito grande na cena cultural aqui do Estado. Vejo, de fato, que hoje já temos uma cena cultural efervescente. Antes, até tínhamos alguns projetos, mas eram iniciativas esparsas, tímidas, pontuais. Hoje, já temos uma oferta muito maior de cultura e atividades culturais, mas, pra mim, existem dois gargalos aqui no Estado: captação, ou seja, você aprova, mas não consegue patrocínio, principalmente na lei de incentivo federal e o outro ponto é formação de público. O público do Espírito Santo é difícil de ser estudado!! rsrsrsrs A gente ainda está trabalhando formação de público, educação de plateia, democratização do acesso. Em shows, você ainda consegue angariar público, mas são muitos fatores envolvidos pra garantia de público: dependemos do artista, não podem ter outros grandes shows ocorrendo na cidade no mesmo dia, o tempo precisa estar favorável, não pode estar chovendo… Enfim, são muitos desafios…rsrsrs

Você já esteve envolvida com projetos que vão desde shows de samba até a Mostra Cultural de Bamba. Como você escolhe os projetos em que se envolve? O que te move?

Paixão!!kkkkkkkkk Eu sou MALUCA por música!!  Samba, música popular, jazz, blues, rock… Então não posso ver um Festival que já me coço!! kkkkkkkkkk Mas brincadeiras à parte, eu tenho o meu próprio projeto, né, que é o Samba que Eu Quero Ver, que já consome uma boa parte do meu ano na produção, na programação. Mas ainda consigo pegar outros projetos como freelancer. Mas eu realmente só entro em projetos que eu me identifico, que conheço o trabalho e seriedade das produtoras, projetos que eu realmente acredito na entrega e no profissionalismo. Acabei de receber de presente, inclusive, um dos maiores desafios da minha carreira na cultura até agora. Fui convidada para ser relações públicas (RP) do maior Festival de Artes Integradas do Espírito Santo, o Festival Movimento Cidade. É um projeto incrível, criativo, diferenciado, que teve um salto gigantesco, que lançou o Espírito Santo na rota dos grandes festivais nacionais, que esse ano tem como headlines Caetano Veloso, Baiana System, que vai trazer Yago Oproprio, Os Garotin, Trio Mocotó, Cátia de França… Pra mim foi uma grata surpresa esse convite! Representar institucionalmente este Festival, pensar em soluções estratégicas, receber convidados de outros Estados e Festivais, estabelecer pontes e conexões, está sendo um divisor de águas na minha carreira… Ter reconhecimento do seu trabalho é muito prazeroso, ainda mais numa área em que sou relativamente “nova” como trabalhadora da cultura, porque as pessoas ainda me veem bastante como advogada! rsrsrs Não deixei de advogar, tenho escritório com o meu pai, mas entendo que estou mesmo numa transição de carreira e que a cultura virou o carro chefe do Escritório e da minha vida! E Graça à Deus por isso!

Falando da Mostra ‘Samba Que Eu Quero Ver’: como nasceu essa ideia e o que ela representa para o samba capixaba? 

A ideia nasceu junto com minha sócia, Luana Laux, de pensar num projeto que colocasse o samba e o samba capixaba como protagonistas da história. Que tivesse uma preocupação e um cuidado com a memória social desse samba, que registrasse as memórias, histórias e fazer técnico do samba e carnaval aqui do Espírito Santo, que conseguisse promover um registro audiovisual das personalidades e pessoas que fazem esse carnaval acontecer, que tivesse uma preocupação na transmissão desse saber para as novas gerações, que os jovens de comunidades e territórios de samba pudessem ter aulas de audiovisual e pudessem contar essas histórias também sobre suas perspectivas… Então é um projeto integrado e de multilinguagem artística, envolvendo cinema, rodas de bate papo, feira gastronômica, oficinas de audiovisual, de dança, de bateria, shows… Acontece na semana do Dia Nacional do Samb, dia 02 de dezembro, e que tem essa premissa maior, de promover uma valorização, trazer visibilidade ao samba como um grande ativo cultural, social e econômico, do Estado e do Brasil.

Na sua visão, o que o Espírito Santo tem de único quando o assunto é samba e cultura popular?

Cada estado tem sua singularidade e manifestações típicas. Aqui no Espírito Santo, a influência do Congo é o elemento mais marcante e presente quando o assunto é samba e cultura popular. Isso se percebe, inclusive, nas batidas mais aceleradas das rodas de samba. Já é uma musicalidade própria. O samba, no Rio, já é mais cadenciado, cada bateria de escola de samba tem uma identidade própria, toca para algum orixá, que é o orixá regente de cada agremiação… As escolas de samba são terreiros! Samba e religiosidade, samba e espiritualidade, caminham juntos. Aqui no Espírito Santo existem essas intercessões, essas encruzilhadas, mas é algo um pouco mais tímido.O Congo, por exemplo, está presente e ligado aos festejos de São Benedito, Nossa Senhora da Penha.

Muita gente tem boas ideias culturais, mas esbarra na hora de viabilizar financeiramente. Qual sua leitura sobre o uso das Leis de Incentivo à Cultura? Que caminhos você vê para quem quer tirar um projeto do papel?

Eu tenho uma leitura bastante otimista sobre o uso das leis de incentivo aqui no Espírito Santo. Antes, só acessávamos a Lei Rouanet. O implemento da LICC, Lei Estadual de Incentivo à Cultura Capixaba, foi um importante instrumento de descentralização e que somou forças ao incentivo cultural aqui no Estado. Possibilitou que pequenas e médias produtoras pudessem ter acesso aos mecanismos de fomento. Ainda estamos no início dela. Então precisamos aprimorar, aumentar a disponibilidade de recursos. Recentemente, o Governo do Estado anunciou a ampliação dos recursos para 25 milhões. Já é um grande passo, mas ainda é pouco. O recurso disponível acaba muito rápido, porque são muitos projetos. Mas é isso. Ir aprimorando. E pra tirar um projeto do papel, não é um caminho simples. O projeto precisa estar muito bem redigido, amarrado, precisa de boas contrapartidas, ativação de territórios, comunidades. Depois de aprovado, precisa ser feito um trabalho comercial, de apresentação desse projeto para as empresas interessadas em patrocinar. Então precisa mapear as empresas que têm interesse, sinergia e aderência com o seu projeto, para que possam viabilizar o patrocínio, vincular a marca delas ao seu projeto e aí sim, conseguir executar.

E pra fechar: qual dica você daria pra quem está começando agora a produzir cultura no ES?

Penso que o caminho é comprometimento, seriedade e profissionalismo. Aqui no ES as pessoas confundem seriedade com ser sisudo, pesado. Pelo contrário. Eu sou extremamente brincalhona, risonha, mas na hora de executar, apresentar um projeto, viro a chave. Tenho leveza na condução da equipe, brinco, mas sou extremamente exigente. Estou falando de compromisso mesmo. De ter uma postura profissional. Comprometimento com horário, comprometimento com a entrega do projeto, ter um ambiente de trabalho sem muito ruído e fofoca, não beber em horário de trabalho. Aprender a guardar segredo profissional. Olha, como é difícil, por exemplo, contratar uma atração e guardar segredo da vinda do artista. Muitas vezes a própria equipe vaza a informação. Ou então quando você está mapeando um novo local para realização de algum projeto, algum evento e a notícia vaza. Eu fico preocupada com essa falta de bom senso.rsrsrs Como vim de um mercado corporativo e formal, sinto falta dessa postura mais profissional na cultura. Ainda é um meio que muito se confunde, porque você trabalha com lazer, entretenimento, mas cultura não é oba oba. Sinto falta também de profissionais se qualificando, estudando. Cultura é a nova onda econômica. A cadeia do entretenimento e da economia criativa são inesgotáveis. Então vai sair na frente quem tem olhos de curiosidade, ouvidos atentos, espírito e corações abertos para o novo, para a inovação. Vai se diferenciar no mercado quem tem coragem de ousar, experimentar, romper, criar. Então busque estar sempre na fronteira do conhecimento. Qualquer aprendizado é válido: livros, podcasts, congressos, viagens, seminários, feiras criativas, festivais. Até uma quermesse no bairro é fonte de inspiração e criatividade. O importante é o que você vai extrair e o que vai fazer com aquela informação/conhecimento. Uma boa dose de loucura também é necessária! kkkkkkk É da loucura que nascem as melhores ideias e os grandes feitos!! rsrsrs

Ps: importante registrar que toda a entrevista foi respondida sem a ajuda de IA.rsrsrs

O exercício da leitura, o senso crítico e o exercício do pensamento são pontos fundamentais para um bom profissional. Seja na cultura ou seja em qualquer outra área de conhecimento…rsrsrs

Muito obrigada pela oportunidade!

Sigo à disposição!

Grande abraço!