A Prefeitura de Vila Velha criou a plataforma E-Cult, cujo objetivo é realizar cadastro e mapeamento do setor cultural na cidade. A proposta da Secretaria Municipal de Cultura é estruturar um banco de informações sobre a cadeia produtiva da cultura em Vila Velha e apoiar o planejamento de políticas públicas para o setor.
As inscrições já estão disponíveis. Para acessar o sistema, o cidadão deve ter ou realizar cadastro prévio na plataforma de serviços da Prefeitura de Vila Velha, no site https://ecult.vilavelha.es.gov.br/ ou Clicar Aqui.
O secretário municipal de Cultura, Roberto Patrício Junior, afirmou que a iniciativa busca organizar informações que ainda aparecem dispersas. “A plataforma permite compreender quem são os agentes culturais, onde estão e como atuam. Esse movimento contribui para o reconhecimento da cultura como parte da dinâmica social e econômica da cidade”, disse.
A primeira fase do E-Cult corresponde ao cadastramento de agentes culturais e espaços culturais. Podem se inscrever pessoas físicas, pessoas jurídicas, coletivos, grupos e organizações da sociedade civil. O sistema também inclui o registro de espaços culturais, como centros culturais, casas de cultura, bares e estabelecimentos que realizam atividades culturais.
Após o cadastro, a plataforma permite registrar os chamados “ativos culturais”. Esses ativos correspondem às produções realizadas pelos agentes ou espaços cadastrados, como livros, eventos, oficinas, espetáculos e produções audiovisuais. As informações ficam vinculadas ao CPF ou ao CNPJ do responsável.
O sistema foi estruturado em três etapas. Além do cadastramento, a segunda fase prevê a organização e análise dos dados coletados. A proposta inclui a criação de um mapa interativo da cultura de Vila Velha, com identificação territorial dos agentes culturais e das atividades desenvolvidas no município.
A plataforma também deve funcionar como um espaço de conexão entre os próprios agentes culturais, permitindo a identificação de profissionais e iniciativas por região. Outra função prevista é a criação de um banco de dados capaz de dimensionar a participação econômica da cultura na cidade.
Planejamento
Na terceira fase, o sistema deve passar por ampliação de funcionalidades, com possibilidade de integração entre agentes culturais e ferramentas relacionadas a editais.
Segundo Roberto Patrício, a iniciativa também dialoga com a construção da identidade cultural do município. “Quando a gente organiza esses dados, a gente também fortalece a percepção de pertencimento e a compreensão da cultura como elemento estruturante da cidade”, afirmou.
O cadastro na plataforma E-Cult será realizado de forma gradativa, com ações de mobilização junto aos diferentes segmentos culturais do município.
