O clipe “Minha mãe tava certa”, do artista JR Conceito, já está disponível nas plataformas digitais e integra a websérie musical “3,2,1 REC”, que reúne artistas de diferentes regiões de Vila Velha em um processo de produção musical e audiovisual.
A faixa articula rap e trap para construir um relato de sobrevivência e mudança de percurso. A narrativa parte de um episódio ocorrido em 2002, quando o artista passou por uma cirurgia para retirada de três projéteis de arma de fogo. O acontecimento estrutura a composição e organiza o clipe, que associa experiência pessoal e dimensão espiritual.
Clique e confira o videoclipe “Minha mãe estava certa”.
A produção envolve profissionais da cena local. O beat é assinado por Fysh Blend, com produção musical de Signobeat e produção vocal de Fred Nery. A gravação ocorreu no VVS Studio. O videoclipe tem direção de Fidijane e produção artística de Salt Boyy.
O projeto estabelece base de circulação nas plataformas digitais e acesso a estrutura profissional de produção. “O projeto abriu caminho para estruturar a música e o clipe com equipe, estúdio e acompanhamento técnico em todas as etapas. Esse processo trouxe outra condição de trabalho, com gravação, produção vocal, mixagem e finalização organizadas, além de direcionamento para lançamento nas plataformas. A presença nas redes passa a ter estratégia, com o clipe ampliando o alcance do som e conectando com novos públicos”, diz JR Conceito.
Além de JR Conceito, a websérie “3,2,1 REC” contempla mais 9 artistas, com produção de 10 músicas autorais e 10 videoclipes distribuídos entre as cinco regiões da cidade, com dois participantes por território. Os lançamentos reúnem Afronta, com “Veneno”; AL do Predin, com “Operação”; Arthur Carvalho, com “Manifesto de sangue”; Bessa, com “Click”; Branú, com “Quem é bocê”; MC Lika, com “Rocktpook”; Silva MC, com “Seda”; SoulFayah, com “Ilumina”; e Vsete, com “All in”.
A proposta incide sobre territórios com maior vulnerabilidade social, com foco em jovens artistas que atuam em linguagens como funk, rap, trap e hip-hop. O projeto organiza um circuito que conecta criação, produção e distribuição, com inserção nas plataformas de streaming.
O secretário de Cultura, Roberto Patrício Junior, afirma que a iniciativa atua na formação cultural e na consolidação de identidades. “O projeto ativa linguagens que emergem dos territórios e contribui para a construção de identidade local. Esse processo amplia a autoestima coletiva e insere esses artistas em dinâmicas de circulação cultural”, diz.
Viabilizada pelo Edital nº 001/2024 – PNAB Vila Velha, a websérie utiliza recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e do Fundo de Cultura do Município de Vila Velha.
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